O destino pode dizer, como essas coisas podem acontecer.

Não se viam sempre, alias, era casual. Não se cobravam, não se ligavam e raramente se falavam. Mas quando se viam, era visível que era ali que estava o encanto. Ela lembrava, ele fingia que não se importava. Ele ignorava e uma lágrima no bolso ela guardava, já que no rosto não mais deixava.
Mas quando vinha a vontade de se ver, de se ter, não existia nada nem ninguém pra impedir. Ele dava um jeito, ela se deixava levar, sabendo que nos braços dele é onde ela sempre quer estar.
Como não ver que isso é amor então? Em pleno século 21 todo mundo dessa palavra tem pavor, as vezes em vão.
O amor deles era o de entrega. Ele fazia ela se sentir bem e depois deixava virar saudade, filho da puta com seu amor covarde.
Ele sumia. Ela seguia a vida sufocando o que sente, a saudade, a vontade. E vivia dizendo por ai que liberdade é o que ela tem, quando na verdade o coração dela foi roubado por alguém. Bate o pé e afirma "eu não amo ninguém", e mal sabem todos que todas as noites ela sente falta daquele que talvez, sinta falta dela também.
Curioso é perceber que ele roda o mundo sem saber que do lado dela é que tem que permanecer. Ela tomou uma dose de orgulho, e descobriu que sem fazer barulho, faz ele voltar, e quando menos esperar, completamente apaixonado ele vai estar.
"Ladrão de coração, filho da puta perdido no vão, trás de volta meu pobre coração". Palavras da moça que teve o coração roubado, por um moço que despertava nela, sonhos que nunca havia sonhado.
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